Estiramento muscular: O que é, quais as causas, sintomas e mais!

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As lesões musculares são o pesadelo de todas as pessoas que praticam atividades físicas, especialmente quem compete. Voltar a treinar pode demorar até que se recupere totalmente do problema, sem contar na dor que acompanha a lesão.

O estiramento muscular é um exemplo de lesão indireta, ou seja, não é causada por contato físico.

Estiramento muscular

O que é estiramento muscular

Estiramento muscular se refere ao momento em que as fibras dos músculos se alongam mais do que os seus limites normais.


Existem 3 graus de estiramento muscular:


  • Grau I: em que há o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares, o que caracteriza como uma lesão de menos de 5% do músculo,
  • Grau II: a lesão do estiramento é um pouco maior, assim como sua gravidade, podendo atingir até 50% da quantidade de fibras,
  • Grau III: há ruptura completa do músculo ou pelo menos em grande parte dele. É quando a lesão atinge mais de 50% do músculo, sendo a forma mais grave do estiramento muscular.

Causas

O estiramento muscular acontece por conta de um músculo ser esticado além de sua capacidade.

Isso pode ocorrer, na maioria dos casos, por culpa do próprio atleta que fez algum esforço indevido no início, durante ou no fim de um exercício físico. Além disso, o estiramento muscular pode ser provocado por:

  • Desequilíbrio,
  • Desidratação,
  • Diferença de comprimento de membros inferiores,
  • Diminuição da amplitude de movimento,
  • Equipamento de treinamento inadequado,
  • Esforço prolongado,
  • Fadiga muscular,
  • Falta de aquecimento,
  • Movimento brusco,
  • Postura inadequada,
  • Sobrecarga.

Em todo caso, o surgimento da lesão se dá basicamente pela contração rápida e impulsiva do músculo.

Regiões

O estiramento muscular pode afetar várias regiões do corpo humano, porém existem determinados grupos musculares que têm mais propensão a sofrer esse tipo de lesão.

Coxa

Nessa área, os músculos mais afetados são o quadríceps femoral (em especial perto da virilha) e o bíceps femoral (por trás da coxa).

Muitos jogadores de futebol, por exemplo, sofrem com estiramento do músculo adutor (o interno da coxa).

Panturrilha

Conhecida também como “batata da perna”, a panturrilha é outra área que é afetada pelo estiramento muscular e surge após um intenso exercício físico, como a corrida.

A dificuldade de apoiar o peso do corpo em tal lado e o endurecimento da região são sintomas clássicos.

Virilha

São os músculos que ajudam a fechar as pernas. O estiramento nessa área ocorre com maior frequência em corridas, arrancadas, saltos ou mesmo com a “abertura” exagerada das pernas.

Nas costas

Limita a amplitude dos movimentos da coluna e a dor é descrita como muito forte e como uma sensação de tensão muscular. É raro que o estiramento afeta até a nádega.

Joelho

O joelho conta com ligamentos essenciais que mantêm sua estabilidade. O estiramento fará com que a estabilidade fique completamente comprometida (no Grau III).

Como reconhecer o estiramento muscular

A melhor maneira de identificar se houve lesão por estiramento muscular é conhecendo os sintomas e procurando assistência médica. O profissional de saúde deverá levar em conta o histórico clínico e solicitar exames apropriados conforme as dores (tanto pelas queixas quanto pelas contrações e palpações).

A própria classificação dos estiramentos (Graus I, II e III) é importante no diagnóstico.

Sintomas

O estiramento muscular se manifesta justamente por uma dor súbita durante ou logo depois do esforço feito. A dor é variável de pessoa para pessoa e também pode ser sentida ao apalpar o músculo afetado ou quando há contração do mesmo.

É possível ainda que a dor esteja acompanhada de rigidez, interrupção do movimento, desequilíbrio e incapacidade funcional. Outros sintomas que podem ser destacados são: infecções, dificuldade em coordenar movimentos, distúrbios hormonais e nutricionais e desequilíbrio de forças entre músculos de ações contrárias.


Tratamentos

Dependendo do grau de estiramento muscular, o tratamento é distinto. Isso se deve à resposta que o organismo dará à lesão. Entenda:

  • Grau I: nesses casos, o dano é mínimo e a hemorragia é pequena.

A resolução da lesão é ligeira e por sorte a limitação funcional se torna bem leve. Com bom prognóstico, a restauração das fibras musculares será rápida.

  • Grau II: os problemas são os mesmos da lesão de primeiro grau, mas possuem maior intensidade. Sendo assim, o tratamento se torna mais gradual,
  • Grau III: bem mais grave, o defeito muscular se torna visível e palpável. Para tanto, o tratamento deverá ter a utilização de órteses (estabilizadores articulares, muletas e tipoias, por exemplo).

Todos os graus de lesões de estiramento muscular precisam seguir princípios básicos para tratamento: proteger o local, repousar, aplicar gelo, realizar compressão local e elevar o membro lesionado.

Exercícios de alongamento e fortalecimento são recomendados para o período pós-repouso. A fisioterapia também pode facilitar a reabilitação, desde que o fisioterapeuta tenha avaliado e observado os exames para garantir boas sessões.

Remédios

Certas medicações podem ser prescritas pelo médico para ajudar no tratamento do estiramento muscular. Os mais indicados são os anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos, como:

  • Aspirina,
  • Ibuprofeno,
  • Diclofenaco (em forma de pomada).

Tempo de recuperação

O tempo de recuperação de um estiramento muscular depende da gravidade da lesão e do próprio organismo da pessoa. Por isso, não é possível estipular um período concreto.

Um exemplo: no Grau I, um paciente deve ficar pelo menos entre 1 e 2 semanas sem atividade física (somente com a fisioterapia) para depois ser reavaliado pelo médico.

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