Atrofia muscular: O que é? Sintomas, Tipos, Tratamentos e mais!

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O assunto do dia é atrofia muscular. Venha entender o que acontece com o músculo quando ele atrofia, quais as possíveis causas, sintomas e como os exercícios físicos podem ser tratamentos eficazes.

Atrofia muscular

O que é atrofia muscular?

Atrofia muscular é a diminuição do volume de um músculo do corpo. Ocorre quando as células musculares diminuem de tamanho, influenciando no tamanho do músculo como um todo. Os sintomas são muitas vezes sentidos e visíveis e o tratamento imediato é recomendado.

Tipos de atrofia muscular

1. Atrofia por desuso

Ocorre quando o músculo diminui de tamanho por falta de movimentação e de atividade física. Fácil de ser evitada com a prática de exercícios físicos regularmente e boa nutrição.


2. Atrofia neurogênica

Ocorre após de alguma doença ou lesão (acidente) que tenha causado a desconexão entre nervo e músculo.


Alguns exemplos de doenças são esclerose lateral amiotrófica, neuropatia ou poliomielite. Ao contrário da atrofia por desuso, a atrofia neurogênica é bem mais grave e acontece de forma repentina, limitando o paciente.

O que é atrofia muscular progressiva?

Atrofia muscular progressiva é um tipo ainda mais raro de doença que afeta exclusivamente o neurônio motor inferior (NMI). Pode ser detectada através do exame eletroneuromiografia.

É um doença de efeito progressivo, e vários tratamentos com imunossupressores não trazem resultados.

Dentre os sintomas da doença estão: cãibra como sintoma inicial, fraqueza muscular, dores, fadiga muscular, fasciculações, além de fraqueza muscular assimétrica (principalmente nos membros superiores).

A doença que afeta os músculos vem sendo estudada há anos e ainda não encontraram a cura definitiva. O tempo médio de sobrevida dos pacientes com NMI é de 44 meses (Fonte).

Principais causas da atrofia muscular

1. Desuso:

O atrofiamento pode acontecer por causa da falta de uso do músculo. Um exemplo recorrente é o engessamento de um membro, que facilmente causa a atrofia. Se uma pessoa engessa a perna esquerda, por exemplo, quando ela tirar, claramente verá a diferença entre os músculos de uma perna e a outra.

2. Envelhecimento:

É normal também que os músculos diminuam de tamanho com o avanço da idade. A produção de massa muscular é reduzida, assim como a mobilidade da pessoa tendem a diminuir de acordo com o passar do tempo.

3. Alimentação inadequada:

Uma alimentação pobre em proteínas e carboidratos faz com o que o organismo tire dos nossos músculos a energia necessária e até proteínas para realizar suas funções. Isso culmina em músculos fracos e menores.

4. Perda da inervação:

Qualquer alteração na conexão entre nervos e músculos causa atrofia muscular. Os casos mais comuns são lesões em nervos periféricos, lesões no cérebro ou na medula espinhal.

É comum notar pacientes paraplégicos ou tetraplégicos com músculos de pouco volume, por exemplo. Queimaduras e acidentes físicos também causam inervação.

5. Outras causas:

Doenças que afetam a irrigação sanguínea muscular ou que afetam os hormônios também estão ligadas à atrofia muscular.

Outra causa mais simples é mudança de rotina de exercícios físicos, como por exemplo alguém que malhava muito, para repentinamente e percebe seus músculos “murchando” por conta do desuso. Doenças ósseas também podem estar relacionadas com a perda muscular.

Sintomas da atrofia muscular

  • Músculos assimétricos, ou seja, um lado é diferente do outro visivelmente;
  • O membro atrofiado tem fraqueza muscular;
  • A mobilidade e agilidade do corpo são reduzidas;
  • A pessoa não consegue fazer determinados movimentos com o membro ou membros afetados;
  • Tais sintomas podem surgir repentina (alguma doença ou acidente) ou progressivamente (desuso ou doença também);
  • Em casos graves com complicações, a atrofia muscular gera deformação nas articulações, dando um aspecto torto e deformado ao corpo;
  • Outra complicação grave é a perda dos movimentos de determinado membro ou paralisia total.

Diferença entre atrofia, distrofia e hipertrofia

Conforme falado, a atrofia é a diminuição do tamanho de um músculo por causa da alteração celular. Quanto à hipertrofia e a distrofia, entenda:

  • A hipertrofia é justamente o contrário da atrofia, em que nela ocorre o aumento do tamanho celular, logo, o tamanho do músculo em si; ocorre normalmente a partir de um aumento de carga de trabalho sobre o músculo ou ainda estímulos hormonais.
  • E a distrofia é um tipo de distúrbio que afeta a formação das células de crescimento do músculo. É causada por doenças genéticas, que afetam consideravelmente a saúde, força e aparência dos músculos. Têm sintomas progressivos, ou seja, com o passar do tempo os músculos se degeneram e enfraquecem.

Atrofia muscular tem cura?

Depende. Casos de atrofia muscular por desuso dos membros podem ser tratados apenas com exercícios ou ainda tratamentos hormonais destinados ao aumento e fortalecimento muscular.

No entanto, se é relativa a alguma doença neurológica, o tratamento com exercício pode reduzir a atrofia e dar mais resistência aos músculos, mas não curá-la. Sendo assim, é possível conviver com a atrofia muscular neurogênica, mas sem chances de cura definitiva.

Tratamentos para atrofia muscular

O tipo de tratamento varia de acordo com o tipo de atrofia muscular e também de acordo com o estado em que o músculo se encontra. São alguns dos principais tratamentos:

1. Exercícios físicos e fisioterapia

São atividades para incentivar a mobilidade do corpo e fortalecimento do músculo. Os exercícios de menor impacto que surtem ótimo efeito são feitos da água como hidroginástica ou fisioterapia acompanhada.

2.Terapia de ultrassom

Indicada para casos de lesão muscular, em que as ondas sonoras por ultrassom ajudam na cicatrização do músculo e, consequentemente, na sua recuperação.

3. Cirurgia

Há casos de compressão de ligamentos, tendões ou pele que afetam a irrigação ou mobilidade de um músculo, então uma cirurgia pode corrigir isso.

4. Mudanças na alimentação

Outra possível causa da atrofia muscular é a desnutrição proveniente de uma alimentação ruim. Nesses casos, o médico sugere uma mudança radical na alimentação e ainda pode sugerir suplementos de vitaminas e proteínas temporariamente como tratamento, se necessário.

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